• 170g de biscoito de maisena (pouco menos que um pacote)
  • 660g de cream cheese (eram 680, mas eu usei 3 pacotes de 220g)
  • 4 ovos
  • 1 xícara de açúcar
  • baunilha
  • 50g de manteiga sem sal (1/2 tablete)
  • geleia para cobertura

Cheesecake é a minha sobremesa preferida em todo o mundo. Sobremesa não é a melhor palavra para descrever, porque pressupõe um doce que só deve ser comido depois de uma refeição. Eu como sobremesa sempre que ela está disponível (sobre a mesa, com o perdão do trocadilho). Tem alguma coisa sobre aquela casquinha crocante de biscoito, combinada com uma quantidade generosa de recheio cremoso de queijo – nem muito doce, nem totalmente salgado -, o aroma de baunilha e aquela escolha infinita de sabores de cobertura, que me fascina. Nenhum doce me parece tão perfeitamente em harmonia entre doce e salgado como o cheesecake.

Verdade seja dita, é uma sobremesa cara. Tanto se pedida em um bom restaurante, quanto feita em casa. O ingrediente principal: muito cream cheese, que não é nada barato. O resultado disso é uma quantidade enorme de cheesecakes sendo vendidas por aí sem gosto, ou, adaptadas ao gosto brasileiro: cheios de açúcar. Desnecessário! O queijo é o ingrediente mais interessante do cheesecake, o que dá toda a graça e o que assusta a língua desprevenida: é doce ou salgado?

Passei uma semana morrendo de vontade de uma cheesecake de verdade. Bem feita. Daquelas que você só encontra em cafés, e quase nunca no cardápio do nosso restaurante de todo dia. No fim de semana, assistindo a Friends, me deparo com o episódio do cheesecake! Aquele em que Chandler (Matthew Perry) e Rachel (Jennifer Aniston) roubam os cheesecakes que chegam na casa da vizinha. Passado isso, fui ler meu livro Garlic and Sapphires, da Ruth Reichl. Eu nem sabia que teria receitas e o que eu encontro no fim do primeiro capítulo? Uma receita da New York Cheesecake! Marcando a chegada da editora de gastronomia do New York Times à Big Apple!

Era o destino. Era a minha vontade que precisava ser saciada. Pouco importava a crise de alergia, a preguiça pré-horário de verão ou o fato de não ter nenhum creem cheese na geladeira. Corri para o mercado para testar a receita da Ruth!

232. Cheesecake
Aviso logo: mudei algumas coisas!

Para começar, a gente resolveu usar geleia de frutas vermelhas para fazer a cobertura, por isso, ignorei a receita da Ruth que usava sour cream para a cobertura branca – até porque a gente não tem sour cream por aqui, e eu teria que substituir por iogurte ou creme de leite com limão. Depois, as quantidades: dei uma adaptada para se adequar às nossas embalagens, porque ninguém merece usar menos de meio pote de cream cheese, só porque ainda não deu os pounds exatos.

 

Como fazer:

É super simples, principalmente se você tiver um processador de alimentos.
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Primeiro, unte uma forma desmontável com manteiga. Jogue no processador o biscoito de maisena, a manteiga e 1/2 xícara de açúcar. Bata tudo até virar uma farofa, parecendo areia molhada. Aperte essa farofa na forma, até virar uma base. Você pode usar dos lados também, subindo a forma, mas eu gosto de ver as camadas melhor, então coloquei a farofa só na base (com isso, sobrou massa, que eu ainda estou pensando no que usar). Leve essa forma à geladeira enquanto faz o recheio.

Pré-aqueça o forno a 300º.

Lave o processador e coloque nele: cream cheese, ovos, 1/2 xícara de açúcar, baunilha e raspas de limão. Bata, mas não muito, para não liquidificar o queijo. Em vez da pá com lâminas, que usei para a base, no recheio eu usei somente as pás de massa, que são feitas de plástico, para evitar bater muito. Tire a forma da geladeira, despeje o recheio e leve ao forno, dessa vez mais baixo. Gosto do forno bem baixo, para não arriscar queimar o fundo, já que é muito recheio para assar.

A receita da Ruth leva 50 minutos e ela não abaixou o forno, pelo visto. Como eu fiz em fogo baixo, deixei mais ou menos uma hora e, no fim, aumentei o fogo quando já estava quase pronto, para dourar.

Tire do forno e espere esfriar um pouco antes de tirar da forma e espalhar a geleia de cobertura. Use uma geleia de boa qualidade, ok? Senão estraga o seu lindo bolinho.

 

Falando assim parece que tem muitas etapas, mas eu juro que foi muito rápido. O que demora mesmo é o tempo no forno. Mas a recompensa… Ahhhh a recompensa! Comi o bolo quente, morno, frio, gelado, de todas as formas possíveis! E matei a minha vontade absurda de cheese cake. Graças à Ruth! Aliás, em breve eu venho falar do livro dela, que já promete!

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