Rezem pela minha hortinha!

Este post está sendo escrito há vários dias e eu confesso que estou com medo de clicar em “publicar” e dar azar para as plantinhas da minha horta de temperos.

Demorei tanto que já até coloquei alguns “updates” em itálico pelo texto.

Fato é que eu estou numa vibe meio Bela Gil. Eu cortei alguns itens da nossa lista de compras, eu comecei a demolhar o feijão, eu resolvi plantar meus próprios temperos e eu nem te conto o quê mais (não te conto mesmo, mas as colhéga que aturam as minhas vibes no Whatsapp sabem).

Depois de replantado, o acrecrim parece até menor, com essa vasão!

Plantar temperos é um sonho antigo. Meu primeiro alecrim, o finado Rosmarino, teve vida curta, e depois dele vieram vários outros que eu nem ousei colocar nome, para não dar azar. Mas deu. O resultado é um cemitério de plantas na minha consciência, incluindo um cacto que eu nem sabia que era de verdade (descobri depois que morreu, porque, né…).

Dessa vez eu me empolguei de novo e não teve jeito – nasceu a vibe.

Corri para a única (e pobre) loja que eu conheço perto de casa com artigos de jardinagem, comprei vaso, argila expandida (taí uma coisa que eu nunca tinha ouvido falar), terra adubada, fertilizante e repelentes naturais, e começou a nova população aqui em casa.

Então, até o momento eu tenho 6 pets: “Aurora, the beagle“, meu kefir, o alecrim, o louro, o orégano e a cebolinha (percebam que eles ainda não ganharam nomes, porque o medo é grande).

O alecrim

Depois de pesquisar bastante, eu descobri dois motivos pelos quais os meus alecrins morriam.

  1. Reparem que a raiz já estava ocupando o vaso inteiro! (Reparem também nesse au-au com ciúmes)

    Muita água.
    O alecrim é típico do Mediterrâneo, onde o solo é seco e o sol é forte. Por isso não faz sentido regar o seu alecrim até que a terra fique sempre úmida. Pelo contrário, isso pode fazer com que a raiz do alecrim apodreça, deixando as folhinhas escuras e terminando com o quê? Morte. Sorry.

  2. Vaso pequeno.
    Já me disseram isso muitas vezes, mas eu nunca acreditei, porque as plantas estavam sempre bonitas na loja, quando eu comprava. Mas depois que troquei de vaso pela primeira vez, vi que as raízes do alecrim estavam extremamente apertadas dentro daquele vasinho. Assim ela não consegue crescer. Quando você compra a mudinha, ela costuma ser grande demais para o vaso em que é vendido, e você TEM QUE fazer a troca. Se não fizer, o resultado é uma planta murchinha. E o quê mais? Morte. Sorry.

Por isso, a primeira coisa que eu fiz foi replantar a minha nova mudinha. Depois cortei fora (nas bifurcações) a ponta das plantas, onde já estava ficando murcho e/ou escurecido. Por último, segurei a mão na água e deixei o alecrim onde o sol bate mais forte.

UPDATE: Yey! Meu alecrim tá super feliz na casa nova.

O louro

Sinceramente eu não faço a menor ideia se esse louro vai brotar. Mas tudo aqui é tentativa. Eu li que o louro pode ser plantado por estaqueamento, ou seja, um pedaço do galho louro. Comprei o louro mais verdinho que eu achei (no mercado mesmo). Podei as folhas de baixo e deixei na água de um dia para o outro. Para dentro da terra ficou com quase 10 centímetros. Fiz duas mudinhas, então, aguardem e confiem.

UPDATE! Esse já morreu, tadinho. Vou achar uma mudinha ou semente e plantar direito.

O orégano

Também é a primeira vez que eu “crio” um orégano. Mais uma vez, eu comprei a mudinha pronta, no Hortifruti, e achei que tinha orégano demais ali para aquele vasinho. As folhas das pontas já estavam manchadas de preto, então bateu aquele medinho. Transferi para um vaso maior, podei os raminhos escurecidos e usei um fertilizante natural para ver se ele fica lindão. Também foi colocado no sol.

UPDATE: Acho que ele está sofrendo por não ter drenagem nesse vaso. Com isso, muitas folhinhas estão ficando pretas. Mas eu já encomendei um vaso diferente e vou atualizar vocês do estado dele em outro post!

A cebolinha

A cebolinha é a mais fácil de encontrar por ser um daqueles temperos mágicos que basta você comprar um para ter para a vida inteira (se sobreviver, né). Comprei no mercado, podei um pouco as raízes, cortei uns dois centímetros acima da parte branca e coloquei em um copo com água de um dia para o outro. Depois, usei um dos vasinhos pequenos dispensados pelas outras plantas. Quando ele crescer (oremos), eu faço a transposição para um maior.

UPDATE: Tudo certo com a cebolinha! Ela já cresceu o que eu cortei para plantar e em breve vai ganhar irmãs!

Olha que lindeza, com esse solão em cima delas

Os próximos filhos da minha horta de temperos!

Ainda estão na minha lista de desejos: salsinha (porque usamos muito e a Aurora ama comer), manjericão (para fazer pesto em casa), tomilho (porque é lindo, já viram!?), lavanda (porque eu descobri que pode cultivar em vaso, gosta de sol e perfuma a casa) e talvez um mini musgo tapete para o banheiro (porque eu to sem limites, me segura).

Como preparar o vaso

Mas vamos ao passo a passo para quem, assim como eu, morre de preguiça só de pensar em desfazer aquele arranjo que você comprou pronto e fazer tudo de novo (como assim, né?).

  1. Você precisa de um vaso alto, porque vai precisar fazer camadas;
  2. A primeira camada é de pedras ou, no meu caso, argila expandida, você que manda. É só entender que a função dessa camada é fazer com que a água desça e não fique encharcando a base da terra caso você coloque mais do que o necessário;
  3. Em cima disso você pode colocar um pedaço de feltro ou uma areia, algo que impeça que a terra “entupa” essas argilas (é feio se eu contar que eu ignorei essa etapa?); UPDATE: vou mudar de vaso esta semana, e prometo não ignorar essa etapa dessa vez.
  4. Depois vem a terra propriamente dita. Plantas de solo mais seco podem pedir mais areia, plantas de solo mais úmido preferem terra rica e adubada. Eu usei só terra adubada em todas mesmo, para facilitar, mas das próximas vezes posso rever isso.
  5. É agora que você vai colocar a sua mudinha. É só virar ela de cabeça para baixo (sem medo), segurar pelos galhos mais fortes e tirar o excesso de terra que está prendendo as raízes. Em alguns casos, se a raiz estiver grande demais, pode valer a pena cortar parte delas. O louro, por exemplo, para sobreviver em um vasinho, tem que ter a raiz podada de tempos em tempos, já que é uma planta grande;
  6. Depois é só cobrir com a terra e fazer uma pressão de leve e, claro, regar. Sem excessos.

Todo mundo torcendo!

Não façam eu me arrepender de ter compartilhado a minha hortinha com vocês e mandem good vibes para as minhas plantinhas! Mais tarde posso compartilhar um monte de canal legal no Youtube que ensina jardineiros amadores. E plantem vocês também, para me ajudar com as minhas filhas!

“Plantar um jardim é acreditar em ‘amanhãs'” (Audrey Hepburn)

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1 comment / Add your comment below

  1. Meu sonho ter uma hortinha em casaaaaa!!! Um dia consigo! Por enquanto, torcerei pela sua! Quero atualizações das irmãs de Rorinha! S2

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