Paris: Les 2 Moulins e Le Papillon

Os dois cafés sobre os quais eu vou falar agora ficam em bairros diferentes e foram visitados em dias diferentes! Mas fazer o que se a ordem cronológica da viagem já foi toda modificada no blog mesmo!? Todo mundo que já foi a Paris deve ter ouvido falar do Les 2 Moulins, e muita gente que não foi, também. É que esse é o cenário principal do [lindo] filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, bem no meio de Montmartre.

Como eu não conhecia Montmartre ainda (das outras vezes eu não tive tempo de visitar), tinha que passar por lá. Por isso, apesar de o meu almoço (no Événements Culinaires) já ter incluído a sobremesa e até mesmo o café, eu tive que aumentar o nível de cafeína em homenagem a Amélie.

Les 2 Moulins

Saindo do Événements Culinaires, aproveitei para conhecer o bairro e fui andando até a Basílica de Montmartre, que vale a pena ser conhecida. Por dentro. Só por dentro. E passando pela entrada bem rapidinho.

Montmartre
O problema é que o turismo engoliu Montmartre e, em um sábado de sol, a única coisa que você vê do lado de fora é pega-trouxa com aquelas brincadeiras de bolinha dentro do copo de cabeça para baixo (sério, como alguém ainda cai nisso?) e imigrantes (muito provavelmente ilegais) tentando te assaltar. Um deles tentou me agarrar para ver se eu tinha alguma bolsinha pendurada que ele pudesse puxar e eu joguei ele escada abaixo. Ok, eu não sou tão forte assim, mas eu joguei ele… dois degraus abaixo. Ironicamente, chegar até a basílica em um dia lotado é infernal. Por dentro ela é linda, mas ainda tem alguns turistas que nunca devem ter entrado em uma igreja antes, e não sabem que não devem falar alto, correr, deixar seus filhos correndo e gritando e tudo mais. Além daquelas maquininhas de souvenirs dentro da basílica. Sério, não fazem mais igrejas como antigamente.

Saí de lá correndo e fui andando pelas ruazinhas sem saber onde eu estava (já viu que isso é meio recorrente comigo, né?). Vi um ônibus e peguei sem saber para onde ele ia também (enfim…). Até que ele passou pela Rue du Lapin e eu me lembrei da Amélie! Saí do ônibus, cacei a rua novamente e fui para o Les 2 Moulins para me recuperar da peregrinação.

Les 2 Moulins
Santa decepção. Só a Amélie justifica a sua ida ao Les 2 Moulins, pelo menos no horário em que eu fui (é que tem programações diferentes, como happy hour, dias de quiz etc). No sábado ensolarado, além dos turistas (que tiveram a mesma ideia de sair da basílica e passar lá) tem café ruim, atendente mal educada, e mesas pré-estabelecidas de acordo com o número de pessoas. Ok, isso é bem normal na França. Se você está sozinha, senta em uma mesa de uma ou duas pessoas, mas as outras estavam vazias! E a mesa solitária era em um lugar péssimo! Fui embora e dei “ciao” para a Amélie. Vamos ver por quanto tempo o Deux Moulins consegue se manter de fama, porque ninguém merece Café com café ruim!.

Por outro lado, ainda dá para encontrar bistrôs fofos e realmente franceses, como foi o L’Imprimerie e como foi o Le Papillon. Este último também me foi indicado pelo livro “Bistrôs Paris”, e fica na Rue Moufftard, uma rua foférrima onde fica a Église Saint-Medard, uma igreja bonitinha (e sem turistas) construída no século XV. Essa ruazinha tem mercados, cafés, restaurantes e casinhas bonitas. Por isso (depois de voltar para casa para pegar dinheiro, já que o Credicard e seu atendente de QI questionável fizeram o favor de cancelar o meu cartão de crédito), eu sentei na varanda do Le Papillon.

Café Papillon

O prato do dia era costela de carneiro. Tá valendo. Ainda não entrou na faixa do caranguejo/cobra/jacaré. Pedi a minha tacinha de vinho e a minha “água da torneira” e fiquei lá lendo sem ninguém me incomodar.  Confesso que não sou uma pessoa de “costela”. Gosto de carnes fáceis de cortar e comer, e por isso achei muito dificil encontrar carne sem pegar osso ou gordura – tarefa meio E.R. -, mas o gosto estava bom, e os amantes das costelas provavelmente gostariam. Tinha também um tomate com alho e um queijinho com ervas que estavam uma delícia.

Café Papillon

Dois extremos. Hoje eu fujo de turistas, tá?

(Sério… como vocês ainda caem na brincadeira do copo de cabeça para baixo, gente? Em dois minutos eu descobri quem era o comparsa! Ninguém aí assiste o Discovery?)

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5 comments / Add your comment below

  1. Eu fui nesse Papillon também! Maravilhoso!
    Aliás, subindo essa rua, se não me engano, cai numa praça com outros restaurantes maravilhosos!

  2. Absurdo o Café da Amelie ser ruim e a atendente mal humorada. No mínimo do mínimo tinha que ter aquele carinha charmosinho do álbum dando pinta. Já te vi enfurecida por pessoas q empacam na rua, mas … empurrar um homem escada abaixo é novidade rsrsrsrs E que pratão bonito de costela de carneiro, hein? benzadeus

  3. Mas entao.. o cara ia te assaltar mesmo??? Lembra que assaltaram seu CROISSANT uma vez? kkkk

  4. Hahahahahahaha! Eu lembro essa do croissant!! Ri horrores! Coisas absurdas que só acontecem com a Carol. hahahahahaha

    Mas então? Depois ficou aquele mal estar entre você e o suposto bandido? Ou ele decidiu agarrar outra pessoa?

    Krav Magá, Carol, Krav Magá. Se tivesse me levado com você eu tinha arrebentado a cara dele! =D Então já sabe, dá próxima vez que for a Paris, me leve com você. Eu juro que nem cobro o serviço de guarda-costas, eu me contento com a passagem, hospedagem e comida!

    =D

    Não?

    =(

  5. @raquel: depois eu corri escada acima, né? Pq eu é que não vou esperar ele revidar! Mas como tinha muito turista, ele pulou pro próximo.

    @broco: ridícula, né? Roubaram meu croissant, cara! Isso não se faz!

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