257. Risotto al pomodoro

Depois da receita anterior, me sinto aloka dos tomates postando isso agora, mas vamos combinar que risoto é bom demais. E não me venha com aquele negócio de creme de leite misturado dizendo que aquilo é risoto, que não é. Ainda acho que esse é um prato difamado depois que inventaram de fazê-lo com qualquer grão (integral? quinoa? cevadinha??) e, por causa disso, muita gente acha que nem curte muito o prato – porque já provou um que não era tão bom assim. O risoto tradicional, come si fa in Italia, é simples de se fazer, só precisa de muita paciência e carinho, e ele te recompensa.

Mas, sim, eu sou aloka dos tomates, porque odeio ver tomate estragar na geladeira, e quando eu compro, faço logo tudo de tomate de uma vez só! Então foi atrás de uma receita para acabar com meu último tomate italiano que eu apelei para o meu guru espiritual das receitas da bota: o Giallo Zafferano.

Aí eu tenho que confessar: eu tenho tomates, mas não tenho vinho branco (minha adega tá toda tinta!), nem manjericão. Por sorte, essa receita não levava vinho – embora eu aconselhe a usar sempre, mesmo assim. Já o manjericão eu substituí por orégano. Ah, sim, e como ninguém é de ferro, eu coloquei também muçarela de búfala, para um toque caprese. Sim. Muçarela se escreve assim. Get over it.

Ingredientes:

1 tomate sem pele
5 tomates cereja
1 ou 2 bolas de muçarela de búfala
1/4 xícara de arroz arbóreo (medida antes de cozido)
caldo de legumes
1/2 cebola
1 dente de alho
pimenta-do-reino
sal
queijo parmesão ralado
orégano (ou manjericão)
azeite
1 xícara de vinho branco (opcional)
chili em pó (opcional)

 

Tá, mas como faz?

Primeiro, deixe todos os ingredientes cortados para facilitar a sua vida! Para pelar o tomate, eu usei um descascador de alimentos, você usa o que achar melhor. Corte em quadradinhos.

Na panela do risoto, adicione o alho e a meia cebola picadinhos com azeite e uma colher de sopa de manteiga. Mexa em fogo baixíssimo e deixa eles lá “sofrendo”. O nome dessa etapa é sofrito, por isso mesmo. A ideia é cozinhar o alho e a cebola por dentro, deixando eles bem molinhos, e não queimar logo por fora, deixando o meio cru.

Enquanto isso, em outra panelinha menor, dissolva ou esquente o seu caldo de legumes (dependendo se vai usar em tablete ou líquido).

Quando o alho e a cebola começarem a ficar dourados, adicione o arroz arbóreo (1/4 de xícara para uma pessoa), refogue e adicione uma concha de caldo de legumes (ou de vinho, caso você esteja usando). Mexa bem. Continue adicionando conchas de caldo e mexendo bem até que cada concha seja absorvida (chega de vinho, pinguço, é uma concha só, o resto é de caldo!).

Lá pela segunda ou terceira concha, adicione também o tomate cortado e os temperos: sal, pimenta-do-reino, chili (usei meia colher de chá), orégano e o que mais você achar que combina. Mexa bem para ajudar o tomate a se desfazer no risoto.

Essa etapa é eterna. Põe uma música e vai lá mexendo. Se você achar que continua cru e o caldo está acabando, adiciona água filtrada ao caldo e esquente até a mesma temperatura.

Quando estiver no ponto, desligue o fogo, misture a muçarela, mexa bem e tampe.

Em uma frigideira pequena (usei uma bem pequena mesmo, de fritar ovo), esquente uma colher de sopa de óleo ou azeite e coloque os tomate-cereja cortados, de cabeça pra baixo, com orégano. Dê uma salteada nele dos dois lados.

Sirva o risoto com os tomatinhos por cima e, claro, complete com queijo parmesão ralado!

 

Fala sério, nem é difícil! Só um pouquinho demorado, mas vai dizer que você tinha alguma coisa muito mais importante para fazer por você mesmo hoje? Vai fazer risoto!! Mangia che ti fa bene!!!

 

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