• 1 lata de leite condensado
  • raspas da casca de um limão tahiti
  • 4 ovos (gemas e claras separadas)

Portugal foi provavelmente a viagem gastronômica mais proveitosa que eu já fiz, e olha que uma das minhas idas para Paris teve a comida como único e total objetivo. Mas Portugal é fácil. Não tem o que escolher. Você vai comer um bom bacalhau, beber um bom vinho e comer um bom doce de ovo no final. São três etapas e a única coisa que você precisa mudar entre elas é o tipo/safra/casta de cada um.

Desde que eu comecei a frequentar mais a Região dos Lagos, tenho dois restaurantes portugueses queridões para indicar. Um deles, em Cabo Frio, é a Adega do Lusitano, que tem um bacalhau delícia, um ambiente totalmente português, vinhos lindos e um dono super entendido sobre eles para bater um papo com você. Conversa de três horas esse almoço. O outro é o Bacalhau do Tuga, em Arraial do Cabo, também de donos lusitanos, também com um bacalhau delícia e com uma sobremesa sensacional:  a baba de camelo com limão.

Até então, eu não conhecia nem a tal da baba de camelo. Achei o nome divertidíssimo e pedi. Era uma delícia. Um creme de doce de leite com um toque de limão, fiquei logo com vontade de tentar fazer. Uma rápida pesquisa na internet me mostrou que a sobremesa é super comum em Portugal. Aquele tipo de coisa que todo mundo sabe fazer, igual ao nosso brigadeiro. O toque twist, no entanto, parece ser do Bacalhau do Tuga mesmo, já que não encontrei ninguém que fizesse do mesmo jeito. Mas o toque era essencial, na minha cabeça. Era justamente o que fazia com que aquele monte de açúcar não ficasse enjoativo! Então eu resolvi fazer a minha receita assim também!

Como fazer:

Baba de camelo twist

A primeira etapa é conhecidíssima de nós brasileiros: lata de leite condensado na panela de pressão – quem nunca?

Eu tenho medo de panela de pressão, e já falei isso aqui. Mas tudo em nome da arte. Peguei a minha panelona linda, vermelha e inca venusiana e fui à luta. Panela + água + lata. Tudo bem fechadinho e em fogo alto até fazer tssssssss! – Nessa hora você abaixa (sempre bom explicar tudo…).

Depois é a hora de separar os ovos (as claras das gemas!). Em uma tigela grande, deixe as gemas. Em outra, bata as claras em neve. Não precisa ficar muito durinho, é mais para aerar as claras. Aproveite essa hora também para ralar a casca do limão.

45 minutos depois do tsssss, habemus doce de leite! Muito cuidado na hora de abrir aquela bomba e muito cuidado na hora de abrir a lata também. Mas também não demore muito. Pelo menos na minha imaginação fértil, a única coisa que ia “cozinhar” aquelas gemas era o doce de leite quente. Então eu fiz questão de que ele estivesse quente! (o princípio do bacon quente no carbonara, entendeu?)

Uma vez aberta a lata, jogue esse doce de leite todo na tigela das gemas e misture bem com um fouet. Depois, adicione as claras e misture também, trazendo a parte de baixo para cima até juntar tudo, mas sem desmontar completamente as claras. Adicione a casca do limão e guarde um pouquinho só, para decorar por cima.

Super dá para provar um pouquinho enquanto ainda está quente, uma delícia. Mas controle seus impulsos e não coma tudo. Quando estiver mais frio, tampe com um plástico – para não ficar com “gosto de geladeira” (ou, como eu fiz, use uma tigela refratária com tampa!) e leve à geladeira por algumas horas.

Ele vai ficar um pouco mais durinho, mas ainda com consistência de mousse e aerado por dentro, o que deixa a sobremesa bem leve.

 

Caminhos!

Para quem ficou curioso e quer visitar, seguem os dados dos meus restaurantes queridões:

Adega do Lusitano
Av. Assunçao, 471, lj 03 e 04 – Centro – Cabo Frio
www.adegadolusitano.com

Bacalhau do Tuga
Telefone: (22) 2622-1108 e (22) 9209-2525
Praia dos Anjos- Arraial do Cabo – Rio de Janeiro
www.bacalhaudotuga.com